Programa Jovens Mineiros Sustentáveis conclui plantio de 121 bosques e mais de 13 mil mudas em Minas

Notícia

Criado: Sex, 15 mai 2026 09:27 | Atualizado: Ter, 19 mai 2026 17:59
Iniciativa do Governo de Minas une educação ambiental e ação prática nas escolas de 116 cidades, com foco na restauração florestal e no enfrentamento das mudanças climáticas

Foto: Divulgação Sisema
Proposta une teoria e prática. Antes do plantio, os alunos participam de atividades em sala de aula e, em seguida, colocam o conhecimento em prática no campo
Proposta une teoria e prática. Antes do plantio, os alunos participam de atividades em sala de aula e, em seguida, colocam o conhecimento em prática no campo

O Governo de Minas, por meio da Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad) concluiu, nesse primeiro semestre de 2026, o plantio de 121 bosques em 113 municípios do estado por meio do projeto Bosque do Amanhã, iniciativa de educação ambiental integrada ao Programa Jovens Mineiros Sustentáveis (JMS). Ao todo, foram plantadas 13.353 mudas de árvores nativas e frutíferas, mobilizando estudantes do 5º ano da rede municipal em ações práticas de conscientização ambiental e recuperação de áreas verdes.

Criado em 2023, o projeto tem como foco a educação ambiental, o enfrentamento das mudanças climáticas e a restauração dos biomas Cerrado e Mata Atlântica. Desde o lançamento, a iniciativa já contabiliza o plantio de 361 bosques e 37.704 mudas em diferentes regiões de Minas Gerais.

A proposta une teoria e prática. Antes do plantio, os alunos participam de atividades em sala de aula para aprender conceitos relacionados à preservação ambiental. Em seguida, colocam o conhecimento em prática no campo, participando diretamente do plantio das mudas.

A ação é realizada em parceria com o Instituto Estadual de Florestas (IEF), responsável pelo fornecimento das mudas e pelo apoio técnico às atividades, com palestras, orientações e acompanhamento junto às unidades regionais e municípios participantes.

Além das escolas, o projeto também envolve famílias, empresas locais, instituições e organizações da sociedade civil, ampliando o alcance das ações e fortalecendo o sentimento de pertencimento da comunidade com os espaços restaurados. Os bosques plantados ainda são georreferenciados por meio da plataforma IDE-Sisema, garantindo o monitoramento das áreas recuperadas.

Segundo o coordenador do programa e diretor de Educação Ambiental da Semad, Ricardo Cottini, a restauração florestal desempenha papel estratégico no enfrentamento da crise climática. “As árvores absorvem dióxido de carbono, liberam oxigênio, ajudam na regulação do ciclo da água, protegem a biodiversidade e contribuem para a recuperação de áreas degradadas. Esse trabalho também fortalece a segurança hídrica e alimentar, além de promover qualidade de vida para as comunidades”, destaca.

Refúgios climáticos

Além do plantio dos bosques, a edição de 2026 também incentivou a criação de refúgios climáticos em escolas e espaços públicos. A proposta consiste em desenvolver áreas arborizadas que proporcionem sombra, conforto térmico e espaços de convivência para amenizar os impactos das altas temperaturas.

As intervenções incluíram plantio de árvores, flores e arbustos, além da instalação de bancos, comedouros para aves e até pequenos lagos artificiais. Muitos espaços também receberam placas educativas com orientações sobre preservação ambiental.

Neste ano, foram implantados 19 refúgios climáticos com participação de 12 municípios. O destaque ficou para Betim, onde a prefeitura criou espaços em sete escolas municipais e em dez unidades do Colégios Tiradentes.

A iniciativa reforça o papel da educação ambiental como ferramenta para formar cidadãos mais conscientes e preparar as cidades para os desafios impostos pelas mudanças climáticas.

Ascom/Sisema